Atividade integrou o 11° Workshop de Arqueologia, parte da 17° Semana de Ciência e Tecnologia
Publicado por: Marcela Barrozo
em 29 de outubro de 2026
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A intersecção entre a ciência arqueológica, a expressão artística e a identidade indígena marcaram a noite de quarta-feira (28/10) em atividade que faz parte do 11° Workshop de Arqueologia. Integrada à 17ª Semana de Ciência e Tecnologia (SCT), a Oficina de Arqueologia reuniu acadêmicos e pesquisadores no Laboratório de Gravura e Serigrafia para debater as "Pinturas Corporais e Grafites do Povo Guarani Mbyá".
A atividade foi promovido pelo Laboratório de Arqueologia Pedro Ignácio Schmitz (Lapis) em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA), Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) e os cursos de História, Artes Visuais e Ciências Biológicas.
Alinhada ao tema "Ciência Dela", o Workshop de Arqueologia aborda diretamente o tema, destacando as contribuições científicas das mulheres na área e valorizando suas contribuições para a construção do conhecimento. O encontro trouxe como convidadas a doutoranda do PPGCA, Mônica Priscila Kravczik Guglielmi, e a professora do curso de Artes Visuais, Angélica Neumaier.
"Esta oficina é conduzida por duas pesquisadoras brilhantes da nossa Universidade, destacando as contribuições científicas das mulheres no campo arqueológico e integrando o saber tradicional" destacou o coordenador do Lapis, professor Juliano Bitencourt Campos.
Território, identidade e arte na escola
A primeira parte do workshop foi conduzida por Mônica Priscila, que compartilhou as bases de sua pesquisa sobre o grafismo indígena como patrimônio material e as dimensões simbólicas da identidade e da territorialidade indígena.
“Nós costumamos ver o território como uma mercadoria, algo que pode ser vendido. Isso é muito diferente da realidade de uma comunidade tradicional, que vive no mesmo território por gerações, desenvolve ali sua história e cria uma conexão com o ambiente natural. Somos culturas diferentes e temos visões diferentes. Por isso, é importante olhar para o território com sensibilidade”, explicou a pesquisadora.
Em seguida, a professora Angélica contextualizou o espaço do laboratório, apresentando técnicas tradicionais como a xilogravura em madeira e MDF. Para a prática com os estudantes, a docente introduziu a técnica da isogravura, considerada ideal para o ambiente escolar.
"A gravura em madeira exige ferramentas de corte que podem ser perigosas em sala de aula, sendo mais adequada ao Ensino Médio. Na licenciatura, iniciamos com a isogravura em bandejas de isopor por ser uma técnica simples e acessível, que os futuros professores de Artes e História podem facilmente replicar nas escolas", destacou Angélica.
Ação solidária
O curso de Artes Visuais está promovendo uma campanha de arrecadação de alimentos e materiais de apoio para a comunidade Tekoá Nhu Porã. Pontos de coleta foram disponibilizados no Bloco de Artes, no Setor de Arte e Cultura e no Núcleo de Estudos Étnico-Racial, Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) para receber as doações da comunidade acadêmica e externa.
A 17ª Semana de Ciência e Tecnologia conta com o patrocínio da Plasson do Brasil, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), dos Conselhos Federal e Regional de Biologia e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
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